quinta-feira, 12 de maio de 2016

Eles, os nossos eternos bebés.


Começam a mudar a nossa vida ainda antes de nascerem. Assim que nascem temos a certeza que a nossa vida nunca mais será a mesma. E não há nada de errado nisso. Uma mudança não tem que ser uma coisa má. Hoje, sou uma mulher mais cansada mas não trocaria isto da maternidade por nada. Mas há coisas que dispensava. Andar com o coração nas mãos é uma delas. E mal saem da nossa barriga começamos a preocupar-nos com eles. Acordamos a meio da noite só para ver se respiram (quem nunca fez isto que atire a primeira pedra :p), sofremos só de imaginar deixá-los pela primeira vez ao cuidado de outra pessoa... Quando é suposto deixá-los numa creche/ama então nem se fala. Quando adoecem raramente temos certezas. Sofremos com eles quando sofrem injustiças e ficamos de coração partido por vê-los sofrer. E fazemos tudo isso com uma calma e força aparentes.

Há alturas em que parece que não vamos conseguir manter a calma. Na terça tive um desses momentos. O mais novo sofreu uma intervenção cirúrgica na terça-feira e eu estive bem até a manhã desse dia. A cirurgia estava marcada para as 17H e tive tempo para pensar em muita coisa. Apesar da cirurgia ser de baixo risco era necessário anestesia geral e a minha cabeça começou a viajar. Pensei em tudo de mau que podia acontecer mas o meu maior medo era ele não acordar. E se não voltasse a vê-lo? Entrei numa espiral dramática e tive que me fechar um bocadinho no quarto para me acalmar. Ele não se apercebeu de nada. E como sempre lá estavam os pais para o apoiar. Só me apetecia fazer o que fazia quando ele era um "ratinho". Apetecia-me enfiá-lo no sling onde sempre acalmou em segundos. Mas fiquei-me pelo colo e pelas suas musicas preferidas.

Ele portou-se como um crescido. Mesmo! Esteve 9 horas sem comer e nunca fez uma birra. Estava assustado com aquele ambiente de hospital, com meninos a chorar e tantas caras estranhas.... mas disfarçou bem. :)

A cirurgia correu muito bem. E, apesar da demora, acordou da anestesia. :)

Agora anda aqui todo satisfeito a comer gelados. É bem verdade quando dizem que custa muito mais a nós do que a eles.







segunda-feira, 9 de maio de 2016

Reflexões de início de semana. :)




Por vezes (muito raramente confesso) dou comigo a meditar na vida que deixei para trás. Como seria a nossa vida? Continuaria no mesmo serviço? Teríamos mudado de casa? Como seria a nossa vida familiar? Qual seria a relação com os meus filhos e com o meu marido? Como me iria organizar para arranjar o tempo para lhes dar toda a atenção de que necessitam? E quanto mais penso no que ficou para trás e vejo o que tenho no presente mais certezas tenho quanto ás nossas decisões. 

Tenho ouvido de tudo nestes últimos anos. Já me disseram que me ia arrepender por estar a "desperdiçar" a minha vida, que quando eles crescessem iam à sua vida e não iam agradecer. Já ouvi que o meu marido ia perder o respeito por mim (?) e que corria um grande risco caso ele arranjasse uma amante. Juro! Eu não peço a opinião de ninguém mas as pessoas (mulheres claro está) teimam em partilhar comigo as suas angústias. :)

Não tomamos esta decisão à espera de agradecimento. Sabemos que estamos a fazer o melhor para eles e isso basta. E é curioso que há uns anos achava que é nos primeiros anos que eles mais precisam de nós. Mas agora tenho uma menina na pré-adolescência e penso que talvez não seja bem verdade. Eles não precisam menos de nós. O que muda é o tipo de atenção que requerem de nós. Por isso, continuaremos a fazer esforços para um de nós estar mais disponível para os nossos filhos.

Em relação ao meu casamento... Não se preocupem. O respeito que o meu marido tem por mim não diminuio. Ele não casou comigo pela minha carreira. E posso garantir-vos que apesar de ter pedido a demissão há mais de 4 anos o meu intelecto não sofreu grandes alterações e ainda consigo manter uma conversa inteligente com o meu marido. Não, não fiquei burra por estar em casa.  

Quanto à possibilidade de ficar com uma mão à frente e outra atrás caso o meu marido arranje uma amante... Oh pá! Não me apetece comentar isso. A sério, não se preocupem tanto comigo "amigas".

Tem sido grande a preocupação de outros em relação ao abandono da minha carreira. Confesso que foi assunto que me afligiu um pouco. Eu gostava do que fazia apesar de não gostar de muitas coisas naquele serviço. A lavagem cerebral nos anos de curso e de trabalho na área também teve a sua influência... O culto à carreira está muito presente na área da saúde.

É engraçado que neste momento a minha carreira tem importância zero. Quando decidir voltar a trabalhar não terá necessariamente que ser em cardiopneumologia. Provavelmente escolherei um part-time que me permita continuar a ter tempo para os meus e para as atividades que me dão prazer.

Para já, estamos bem assim. Avaliamos de tempos a tempos a nossa situação e a necessidade de me manter em casa e neste momento ainda faz sentido que assim seja. Neste momento são mais as vantagens. O mais  novo adoece uma vez por mês e fica mais ou menos uma semana em casa. É um descanso poder ficar com ele sem ter que ouvir bocas foleiras de chefes, sem ter que o tirar de casa para o deixar em casa de uma tia... Amanhã vai ser operado (nada de grave) e vai ficar mais uma semana em casa e ninguém vai ter que se preocupar com o trabalho.

É um privilégio ir buscar a mais velha para almoçar e conversar com ela com mais calma, só nós as duas. Posso ir a todos os eventos na escola sem estar sempre a olhar para o relógio. Posso estar com eles os 4 meses que eles passam em casa por causa das interrupções lectivas. Por enquanto só vemos vantagens. O dia de amanhã logo se vê. 

E, convém esclarecer que não me acho melhor do que ninguém por ter tomado esta decisão. É uma decisão minha (nossa) que serve na perfeição à nossa família. Admiro imenso as mães que trabalham fora todo o dia e que conseguem ser boas mães. Admiro mesmo muito. E não questiono as opções delas. Mas espero pelo dia em que a decisão de ficar em casa seja encarada como normal. Mas vou esperando sentada. :)

Boa semana.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Do mês que passou...


Gosto muito do mês de Fevereiro. Foi em Fevereiro que a minha mais velha nasceu. Foi em Fevereiro que nos casamos...

Foi um mês preenchido como eu gosto. Recebemos amigos e família em nossa casa. Despedimo-nos da minha irmã e família que regressaram a Angola. 

Foi um mês que dediquei mais tempo a ajudar outros. Foi cansativo mas foi mesmo muito muito bom. 

No início do mês resolvi finalmente abrir a minha loja no Etsy onde podem encontrar algumas peças Pequenos e Verdes



 
Celebramos 11 anos de casamento sem direito a saída para namorar porque o mais novo adoeceu. Mas preparei um jantar especial para nós. Não hão-de faltar oportunidades para sairmos os dois para namorar. ;)
Adotamos um gato. Apresento-vos o Kiko Flash. Foi abandonado e estava a ser cuidado por uma associação. Fomos visitá-lo e gostamos logo dele. Tem-se revelado um gato muito brincalhão e meigo. Já faz parte da família. :)


O mês não foi perfeito. Nada é. Mas foi um bom mês. :)


Boa semana!



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Gallery Tunic de Oliver+S

Comecei a costurar há 3 anos e só recentemente comecei a costurar para mim. Já fiz uma saia travada e há duas semanas pus mãos à obra e resolvi usar o molde que andava a namorar há meses. 

Fiz a versão túnica no tamanho 2 baseado no tamanho do meu busto mas achei que a túnica ficou muito larga. Tive que apertar 1.5cm de cada lado para ficar mais ao meu gosto. Na próxima vez vou definitivamente usar o tamanho 0.

O tecido é uma vaiela linda que esteve no meu cesto de compras da Ratucos durante muitas semanas e acabei por comprá-la em saldos a um ótimo preço. :) 

Quanto ao resultado? Gosto muito da minha nova túnica e gosto de ouvir os elogios das pessoas. Sou uma vaidosa! Gosto de peças simples e giras. Espero encontrar uns tecidos giros para usar o mesmo molde para fazer uns vestidos.

Optei por usar molas de pressão que trouxe da casa da minha tia em vez de botões e gostei do resultado final.


E é tudo pessoal. Espero que tenham gostado. Boa semana!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mamografia | Amamentação

Ontem fiz a minha primeira mamografia. Adiei-a durante muitos meses mas decidi que não passava deste mês. 

Confesso que a vontade não era muita muito por causa de tudo o que se diz sobre o exame e também porque sou maricas. E se descobrisse alguma coisa? Pois... eu sou assim um bocadinho tonta.

Tinham-me dito que doía muito e que era pior para as mulheres com mamas pequenas (que e o meu caso). Mas era tudo um grande exagero. Não se pode chamar dor àquilo que senti. Acredito que para quem tem patologia da mama seja mais doloroso (tenho um quisto numa das mamas e senti uma dor ligeira quando fiz o exame) mas acredito que a maioria das mulheres sente apenas um pequeno desconforto.

Saí da sala de exames a pensar que as mulheres são mesmo umas exageradas.


Já que estou a falar em mamas avanço para um dos temas mais acesamente debatidos pelas mães - a amamentação.


É com alguma tristeza que assisto à propaganda anti-amamentação que vou vendo em blogues e até em alguns programas de televisão. Também neste caso existe sempre um exagero nos argumentos usados pelas que defendem o biberão. Advogam que dar de mamar é horrível, que dói imenso. Falam em gretas, em mamas em sangue, em mastites...

Ora bem, cada mulher decide o que quer fazer em relação à amamentação mas a sensação que eu tenho é que tal como existe algum fanatismo quando se defende a amamentação, existe uma campanha pela não amamentação por algumas mulheres. Fazem uma pregação anti-amamentação que pode assustar as grávidas de primeira viagem.

A amamentação não tem que ser um pesadelo. Amamentar é algo muito natural. Com os devidos cuidados, na maior parte dos casos não existem todos esses problemas de que tanto falam. Nos primeiros 3/4 dias talvez sintam um maior desconforto mas até isso é muito relativo. Quando a minha primeira filha nasceu tive mais desconforto com a "subida do leite" porque ela não mamava bem mas com o mais novo foi muito diferente. Ele mamou sempre bem, nunca tive que usar a bomba e praticamente não senti a "subida do leite".

É verdade que ninguém é menos mãe por alimentar o seu bebé com leite artificial. Mas também é verdade que por mais modas que se criem, o leite materno vai ser sempre ser o melhor para os bebés. São muitas as vantagens da amamentação e podem ver algumas aqui.

Se estiverem a pensar amamentar, informem-se e se tiverem dificuldades peçam ajuda a profissionais habilitados. 




quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Das reuniões na escola com os encarregados de educação...

Ontem lá fui eu para mais uma reunião na escola dela. Saí de lá aborrecida. Podia ser uma ocasião para conversarmos sobre a turma em geral, sobre o objetivo do professor para o período que se segue e para saber como podemos apoiar os nossos filhos. Mas não, é impossível conversar sobre o que quer que seja. 

Há sempre pais que têm recados a dar. Escolhem lavar a roupa suja numa reunião com todos os pais presentes. 

Estes pais acham que o professor tem que ensinar os alunos da forma que eles acham correta. Pessoas sem qualquer tipo de formação na área querem ensinar o professor a fazer o seu trabalho. 

É claro que todos podemos dizer o que pensamos e fazer perguntas para tentar perceber como o professor está a ensinar os nossos filhos mas isso deve ser sempre feito com respeito. E não foi isso que vi ontem. Vi gente a dirigir-se ao professor sem o mínimo de respeito, a pedir satisfações sem um motivo válido. 

Queriam que o professor obrigasse os meninos a decorar a tabuada, que os obrigasse a escrever "n" vezes a tabuada, que os obrigasse a fazer cópias e o outros métodos muito utilizados há trinta ou mais anos. Espanta-me até que não tenham pedido ao professor para bater nos filhos... Ah! Também exigem que o professor corrija com a sua própria mão (de preferência de caneta vermelha em punho) todos os trabalhos dos meninos. Corrigir do quadro? Que disparate! Isso não funciona. Os meninos precisam de ter muitos vermelhos no caderno para verem o quanto têm errado.

Eu dispenso cópias, que escrevam a tabuada 1000 vezes. Dispenso o caderno preenchido e as correções a vermelho. Mas agradeço a forma como este professor os tem ajudado a pensar. Gosto da maneira como ele os tem ensinado. Há espaço para aprender a matéria do plano curricular mas não se restringe a isso. Há muito espaço para estimular a curiosidade e isso agrada-me imenso. Gosto muito que o professor permita que eles façam uma atividade à escolha quando terminam os seus trabalhos mais cedo. Eles podem ler, podem fazer desenhos... E essa quebra das tarefas habituais pode fazer muito mais que muitas fichas.

É preciso mesmo muita paciência para ser professor.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Fleur de Citronille.

Este foi dos primeiros moldes que comprei mas deixei-o arrumado numa gaveta. Um ano depois resolvi finalmente dar-lhe uma oportunidade. Usei-o para fazer uma camisa para acompanhar o vestido que fiz para participar na Japanese Sewing Week Tour.

É uma camisa muito rápida de fazer porque é realmente muito simples. Mesmo que não percebam nada de francês não terão dificuldade em cosê-la apenas através dos esquemas que acompanham o molde. O molde vem com a opção de mangas curtas e compridas. Por razões óbvias optei pela de mangas compridas. O tecido é uma vaiela que já tinha usado nesta túnica. 



 Bom fim-de-semana. :)